Testemunhos
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“…eu ficava de joelhos ao pé da pessoa, sentindo-me pequenino, e conseguia que essa pessoa falasse…” Sr. Lino (Conferência Vicentina de Salreu) |
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“Disseram por aí que eu dava trabalho e agora ninguém me quer ajudar.” Sr. Rui (idoso que recebe apoio domiciliário) |
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“Devemos celebrar a esposa que escolhemos e respeitá-la até ao fim dos nossos dias.” Sr. Caetano (parente do idoso que recebe o apoio domiciliário) |
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“Gostava que viessem aqui falar comigo, sabe sempre bem!” Sr. Rui (idoso que recebe apoio domiciliário) |
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“Sinto-me bem, tenho de me convencer que não tenho ninguém.” D. Palmira (idosa que recebe apoio domiciliário) |
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“Há momentos em que só me apetece chorar. É uma situação triste. Triste para ele e para mim. Peço todos os dias a Deus que me dê saúde para cuidar dele.” D. Marília (parente do idoso que recebe apoio domiciliário) |
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“Já estive no lar, mas não gostei… Não é a mesma coisa, o mesmo conforto de estar em casa ao lado da minha irmã.” D. Ana (idosa que recebe apoio domiciliário) |
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“Uma vez, uma idosa fez 90 anos, nós cantámos-lhe os parabéns e ela disse que nunca ninguém lhe tinha cantado os parabéns nem oferecido um bolo de aniversário. Isso tocou-nos.” D. Joana (voluntária do grupo “As Mimosas”) |
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“É necessário espírito de ajuda e saber que a outra pessoa é uma pessoa e como tal não merece estar sozinha.” D. Joana (voluntária do grupo “As Mimosas”) |
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“São pessoas que têm muita sabedoria, muita experiência de vida, passaram por muitas privações e que se preocupam muito connosco, como se fôssemos família. Nós sentimos aquela sensação como se aquelas pessoas fossem nossos avós.” D. Joana (voluntária do grupo “As Mimosas”) |
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“O que precisava era de mercearia, um bocadinho de arroz, um bocadinho de massa e pronto, era o transporte para ir fazer estas compras e depois também os degraus, os obstáculos físicos que já não são fáceis de passar.” D. Preciosa (idosa que recebe ajuda pela assistente social) |
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“Sinto que é triste as pessoas chegarem a uma certa idade e terem que passar por situações de solidão, abandono, falta de recursos económicos, depois de viverem tantos anos.” D. Paula (ajudante de acção directa/acompanhamento social do Centro Paroquial de Avanca) |
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“Quando se abre o coração e se solta a língua, vem à reflexão e ao diálogo uma avalanche de casos sociais e experiências vividas e sofridas que nos tornam a todos mais realistas, compassivos e comprometidos.” Sr. Lino (Conferência Vicentina de Salreu) |
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“…aprendo a ser mais serena e compreensiva, a dar mais valor a pequenas coisas que nem notamos, mas que afinal fazem falta.” D. Paula (ajudante de acção directa/acompanhamento social do Centro Paroquial de Avanca) |
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“Infelizmente há pessoas cujas famílias tomaram outros rumos, ou simplesmente não têm família, e essas pessoas merecem um carinho.” D. Joana (voluntária do grupo “As Mimosas”) |
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“Em muitas das casas, os idosos estão sozinhos, não têm acompanhamento familiar e nós que prestamos o apoio domiciliário é que acabamos por ser os familiares deles e eles refugiam-se em nós.” D. Estela (funcionária do serviço de apoio domiciliário) |
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“ Penso que o voluntariado podia pelo menos servir para reconfortar, animar, dar uma palavra amiga, um aconchego, que é o que muitos precisam.” D. Estela (funcionária do serviço de apoio domiciliário) |
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